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EQUINACEA PURPUREA NA ODONTOLOGIA

MARIA CECÍLIA CIACCIO VENDOLA   (www.saudesorriso.odo.br)

HISTÓRICO
A Equinacea é uma planta nativa americana e um dos fitoterápicos mais conhecidos e utilizados na Europa e Estados Unidos na prevenção de gripes e resfriados. Suas flores são intensamente púrpuras e crescem ao redor de um cone alto e possuem um leve aroma.A raiz é afilada, em forma de cilindro e levemente espiralada. Tornou-se conhecida pelos botânicos europeus em 1690. É a planta imunoestimulante mais pesquisada no mundo, especialmente na Europa. Altamente valorizada pelos defensores da saúde natural, por suas propriedades estimulantes do sistema imunológico, favorece também o sistema respiratório.
A primeira ilustração da planta Equinacea foi encontrada no terceiro volume dos manuscritos do professor R. Morison (primeiro professor de Botânica de Oxford), datado de 1699. O professor chamou essa espécie primeiramente de Dracunculus Virginainus Latifolius, posteriormente, no século XVIII foi nomeada de Rudbeckia Purpúrea até receber o nome Equinacea Purpúrea.
Esta planta foi utilizada, primeiramente, pelos índios norte-americanos para curar feridas, picadas de insetos, dor de dente e febre (apresenta propriedades antiinflamatória, antibacteriana, antiviral e vulnerária), pois nascia abundantemente nas montanhas ao norte dos Estados Unidos. Os colonizadores brancos adaptaram posteriormente a planta para seu uso.
Somente em 1870, o produto vindo do meio oeste dos Estados Unidos foi patenteado, sendo assim, a Rudbeckia Roxa foi preparada para uso médico. Esta planta recebeu o nome de Equinacea Purpúrea e mostra-se muito eficaz no tratamento de herpes labial, reumatismo e erisipela.
No início do século foi trazida para a Europa, tendo na década de trinta a grande descoberta da empresa alemã Madaus, que iniciou pesquisas que são realizadas até hoje, principalmente pelo Dr. H. Wagner em Munique. A Alemanha comercializa em grande escala medicamentos com o princípio ativo da Equinacea Purpúrea.
Da Equinacea Purpúrea utiliza-se como droga vegetal as partes aéreas (flores, folhas e sementes) como também sua raiz. Seu amplo leque de atividades em função da imunidade já foi confirmado em numerosos estudos científicos. A Equinacea atua como imunoestimulante por vários mecanismos: estímulo da fagocitose, estímulo da liberação de citocinas e inibição da atividade da hialuronidase. Estudos têm demonstrado que um princípio da Equinacea, o heteroxilano ativa a fagocitose, e outro o arabinogalactano causa proliferação de linfócitos T e promove a liberação de fator de necrose tumoral (TNF), interleucina 1 e interferon-ß2 de macrófagos, aumentando o nível geral de resistência do organismo à infecção.
Em sua composição bioquímica encontramos:
– Óleos essenciais, derivados do ácido caféico (propriedades fagocitárias),
– Alkamidas (propriedades antiinflamatórias),
– Polissacarídeos (inibidores da hialuronidase),
– Glicoproteínas (estimuladores de células B e T).
Provavelmente desenvolve a ação bacteriostática através da inibição da hialuronidase-bacteriana. Esse efeito ajuda a prevenir infecções quando usado em ferimentos. Além desse efeito hialuronidase-inibitório, possui propriedades fungicidas estimulando o crescimento de novo tecido.
A Equinacea estimula a produção de leucócitos, atua como um antibiótico natural, acelera a reabilitação do organismo, possui efeito antiinflamatório; combate viroses.
A mais importante indicação da Equinacea é a de atuar como imunoestimulante, aumentando a defesa do organismo. Atualmente a Equinacea Purpúrea vem sendo amplamente utilizada para a cura de gripes e resfriados, pacientes submetidos à quimioterapia, prevenção de infecções e doenças temporárias, abcessos, bronquite, dor de garganta, reações alérgicas, atenuante na artrite reumatóide e, mais recentemente, para o Herpes Labial.
Também podem ser citadas outras doenças onde sua eficácia já foi comprovada: pneumonias, bronquites (doenças respiratórias em geral). Porém, deverá ter seu uso restrito em casos de crianças menores que dois anos; lactantes; grávidas; portadores de doenças autos-imunes, lupus eritematoso e esclerose múltipla ou doenças relacionadas a colágeno; tuberculosos e portadores de HIV (atualmente existem estudos em andamento com pacientes com imunodeficiência).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1- Hobbs, C. Echinacea-the Immune Herbs, Planta Médica. 33(1):89-102, 1978L, Ac, Editora Botânica Press, Santa Cruz, CA, EUA, 1990.

2- Leme Franco LC e Leite RC. Fitoterapia para a Mulher, cap. Soma, págs.229,230,231,232. Ed. Corpomente, Curitiba, Brasil, 2004.

3- Steinmuller C, et al. Int.J.Immunopharmac. Vol. 15, No 5, p. 605-614,1993.

4- Wacker A e Hilbig J. Planta Médica. 33(1):89-102, 1978.

5- Wagner H e Proksch A. Economical and Medicinal Plant and Research Academic Press, Orlando, p.113. British Herbal Pha
Você encontrará o artigo completo na revista Só Técnicas Estéticas–Dez/2004